. Sou paraense, músico, e moro na cidade de Belém, Capital do Estado, na Amazônia devastada.
Criado em 2000 por mim e pelo
Valério Fiel pra mostrar o nosso trabalho com eletroacústica, improvisação e indeterminação, o
Artesanato Furioso chegou na sua
quinta edição. Às 24:00h na Pauta Maldita do Teatro Waldemar Henrique (de novo eu lá, já que a
abertura da pauta, duas semanas antes, foi com o Doristi), fizemos duas noites de apresentações. No dia 28 de fevereiro, apresentamos o Satori (leia a
partitura), peça do Valério pra seis intérpretes com duas horas de duração. Tocamos no porão do Teatro. O resultado sonoro do que rolava lá em baixo era enviado pras caixas de som lá em cima, onde ficava o público. Esta foi a primeira parte, e durou até uma da manhã. Os "sobreviventes" dessa primeira parte - uns 25 dos 70 que começaram - foram convidados a descer ao porão. O espaço estava à meia-luz, com uma luminária ao lado de cada executante.
No segundo dia, um concerto com 6 peças:
CC (
Fábio Cavalcante) - peça eletroacústica com sons de defecação e improvisação com velcro, balões e panos. Os improvisos ficaram a cargo do Valério (Velcro), Renato (Balões) e Allan (Panos);
MISSA (
Valério Fiel da Costa) - peça para voz falada, sons gravados, metais percutidos e sintetizador;
POLUIÇÃO SONORA (
Fábio Cavalcante) - para sons gravados e improvisação com balões (por Allan), copos e isopor (por Valério);
LIMIAR (
Valério Fiel da Costa) - para regente, tambor de onça e 8 rói-róis;
OFERENDA À OLORUM (
Alan Fonseca) - sons gravados; e
A CELA (
Valério Fiel da Costa) - partida de xadrez amplificada e sons gravados.
Alguns materiais referentes a esta 5ª edição do artesanato: programa e matéria de jornal. Veja algumas fotos na página de fotos do meu sítio.
A cenografia ficou com o Aldo Paz e a iluminação por conta do Eddie Pereira.
Agradeço as participações especialíssimas de Alan Fonseca, Allan Carvalho, Cláudio Costa, Renato Torres, Sttefane Trindade, Tânia Melo; e dos enxadristas Carlos Alfredo e Ubiratan dos Santos Lopes.