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20 de dezembro de 2009

Chico Tripa - Diário de um Palhaço


Chico Tripa, por Cássio Tavernard.

"Chico Tripa - Diário de um Palhaço" é um projeto do Cássio Tavernard contemplado este ano com uma Bolsa de Pesquisa e Criação do IAP. O resultado foi uma vídeo-performance apresentada neste 16 de dezembro na sala de dança do Instituto. O vídeo no final desta postagem foi projetado na apresentação pelo próprio Chico Tripa, interpretado pelo Cássio. Ele está dividido em duas partes, devido à limitação de tempo do YouTube, onde está hospedado. Além disto, algumas cenas foram editadas porque só faziam sentido na apresentação, principalmente nos momentos em que o ator interagia com as animações.

A Direção Musical é minha. Ouça logo abaixo as músicas que compus pro projeto. Pra baixá-las num único arquivo, clique aqui (arquivo zip - 6,4MB).

1. Abertura do Chico Tripa
2. Entrada dos Palhaços
3. Brincadeiras
4. Maquiagem
5. Créditos Finais

Contamos com as participações especias do músico Delcley Machado, que  tocou guitarra em "Maquiagem" e na cena do trem partindo; e da cantora Andréa Pinheiro com o Conjunto Galo Preto, que interpretam no final do filme "Luz negra", de Nelson Cavaquinho e Amâncio Cardoso. A faixa faz parte do disco "Andréa Pinheiro & Galo Preto", gravado em 2004.

Na cena de equilibrismo, a música é de Chico Marx, retirado do filme "At the circus", feito pelos Irmão Marx em 1939. As músicas que tocam no início da segunda parte são "That's Amore" de Dean Martin, e o tema do Circo de Charlie Chaplin.





Se preferir ver o vídeo diretamente no YouTube, clique aqui.

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24 de novembro de 2009

FGC Vol. 5

Aqui está meu quinto disco, um "pretenso 78 rpm", com as músicas Retumbão e Vem cá, macaco. Gravei em outubro e novembro. O projeto gráfico (capa e ficha técnica com partituras) é da Luciana.



1. Retumbão (Domínio Público - Tradicional de Bragança).
2. Vem cá, macaco (Fábio Cavalcante).

O Retumbão bragantino (que tenho tocado com constância desde quando era do grupo parafolclórico Tanguru-Pará - esta gravação é de uma apresentação em 98) também gravei antes no meu FGC Vol. 0 (ouça aqui) e no Doristi (ouça aqui), com a melodia invertida. Ela contém samples da voz do Mauri e do maracá de lata de Mestre Cardoso.

Vem cá, macaco foi composta e gravada em 2007, pra abertura da animação "A Onda", do Cássio Tavernard (ouça aqui).

Se quiser baixar o disco em um único arquivo zipado, clique aqui.

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1 de setembro de 2009

Preto no Branco



O show Preto no Branco, do cantor Luís Girard, aconteceu em maio de 1998 no Teatro Experimental Waldemar Henrique. Participaram os músicos: Arthur Alves (cello), Allan Carvalho (banjo), Cláudio Costa (percussões), Fábio Cavalcante (flauta transversal), Márcio Jardim (percussões), Príamo Brandão (contrabaixo) e Renato Torres (guitarra). Além de tocar flauta, o Girard me convidou pra assinar os arranjos e a direção musical do espetáculo. Também estavam presentes na produção: Plínio Palha (figurinos e maquiagem), Melba Lois (iluminação), Ronalda Simone (interpretando uma feiticeira) e Luís Carlos França (direção geral).



Ouça logo abaixo algumas músicas do repertório. E para baixar todo o show em um único arquivo, clique aqui (arquivo zip - 35 MB).
  1. Entre a barbárie e a delicadeza (Paulo Uchôa)
  2. Gestos e faces (Luís Girard e Flávio Ferreira)
  3. Violeta chama (Cláudio Figueredo e Jonas [Epadu])
  4. O Mito (Paulo Uchôa)
  5. Canto de casa (Pedrinho Callado)
  6. Uma vela que passou (Waldemar Henrique e Violeta Branca)
  7. Ah, o vento que... (Fábio Cavalcante)
  8. Rodopiado (Ronaldo Silva)
  9. Congada (Francisco Mignone)
  10. Evocação a mocambeiro (Eduardo Dias)
  11. Morena bela (Waldemar Henrique)

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15 de julho de 2009

Trilhas sonoras FGC

Assim como na postagem anterior, apresento aqui um novo disco feito com material antigo selecionado. Esta é uma seleção de trilhas sonoras que produzi pra teatro e vídeo.

Seguem algumas informações:
A linda melodia do mantra (faixa 3) é do cantor Rafael Nolleto. A letra é do Ronald Bergman, o diretor do espetáculo e grande amigo falecido em junho passado. Minha participação aqui está no arranjo das vozes e gravação.
A música "É a pororoca" (faixa 5) é do compositor ouremense Rivaldo Lopes. A original chama-se "É o Papa-tudo", e é uma homenagem a uma aparelhagem local. A adaptação da letra é minha, que foi cantada por Iraçu Silva, também da cidade de Ourém.
A Valsa (faixa 9) que está aqui como um instrumental, serve de base para uma canção interpretada ao vivo pelo ator Paulo Ricardo. A melodia é da valsa da Ciranda do norte, do folclore amazonense.

Baixe o disco Trilhas sonoras FGC, completo, clicando aqui (arquivo zip - 18,7 MB).

Ouça as músicas nos links a seguir.

01 - Construção. Da peça "Duas tábuas e uma paixão" (2001). Escola de Teatro e Dança da UFPA. Direção: Wlad Lima.
02 - Dança do Enteu. Da peça "Ad infinitum" (1999). Companhia Atores Contemporâneos. Direção: Miguel Santa Brígida.
03 - Mantra. Da peça "Negra memória" (2008). Direção: Ronald Bergman.
04 - Abertura.Do curta de animação "A Onda" (2005). Direção: Cássio Tavernard.
05 - É a Pororoca.Do curta de animação "A Onda" (2005). Direção: Cássio Tavernard.
06 - Lua.Da peça "Ora noite, ora dia" (2002). Inbust - Teatro com bonecos. Direção: Adriana Cruz.
07 - Papel.Da peça "Paixão barata e Madalenas" (2001). Escola de Teatro e Dança da UFPA. Direção: Wlad Lima e Karine Jansen.
08 - Choque.Da peça "Paixão barata e Madalenas" (2001). Escola de Teatro e Dança da UFPA. Direção: Wlad Lima e Karine Jansen.
09 - Valsa. Da peça "A Peleja da Princesa Mariana e seu Pássaro Garça Dourada contra a terrível Rainha Valéria de Marambaia e a Feiticeira do Mal" (2002). Inbust - Teatro com bonecos. Direção: Adriana Cruz.
10 - Quem manda ser traíra?Do curta de animação "O Rapto do Peixe-boi" (2009). Direção: Cássio Tavernard e Rodrigo Aben-Athar.

Esse disco de trilhas e o Vol. Zero da postagem anterior também podem ser acessados a partir da página de música do meu sítio, onde estão disponíveis as letras e mais outros discos.

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FGC Vol. 0

Aqui estão 8 músicas gravadas por mim nos anos de 1999 e 2000. Elas não foram feitas pra compor um álbum, mas como são peças avulsas produzidas antes do disco FGC Vol. 1, resolvi reuní-las agora sob o título FGC Vol. 0.



A capa do disco é da Luciana Leal. O instrumental é quase todo eletrônico, criado com um sequenciador dr5 da Boss e soundfonts (o mesmo instrumental usado no FGC Vol. 1). O Allan Carvalho participa cantando a ainda inédita "Guarânia", do Ronaldo Silva. O título Guarânia foi dado por mim e pelo Allan, já que o Ronaldo nunca definiu o nome dela. Caso isso venha a acontecer, eu troco mais tarde.

A partitura de "3,1415926535897932384626433832795" (faixa 6) pode ser baixada aqui. Ouça as músicas nos links a seguir.

01. Lundu dos caboclos (Waldemar Henrique / João de Jesus Paes Loreiro) - 2:44
Instrumentos eletrônicos, violão e voz: Fábio Cavalcante.
02. Retumbão
(DP - Domínio Público) - 2:49
Instrumentos eletrônicos e violão: Fábio Cavalcante.
03. Os 8 batutas (Pixinguinha / Benedito Lacerda) - 5:01
Instrumentos eletrônicos: Fábio Cavalcante.
04. A última papa do bebê (Fábio Cavalcante) - 5:02
Instrumentos eletrônicos: Fábio Cavalcante.
05. Lundu (DP - Domínio Público) - 2:40
Instrumentos eletrônicos: Fábio Cavalcante.
06. 3,1415926535897932384626433832795 (Fábio Cavalcante) - 1:42
Instrumentos eletrônicos: Fábio Cavalcante.
07. Rodopiado (Ronaldo Silva) - 3:15
Instrumentos eletrônicos e voz: Fábio Cavalcante.
08. Guarânia (Ronaldo Silva) - 3:04
Violões: Fábio Cavalcante.
Voz: Allan Carvalho.

Para baixar o disco FGC Vol. 0 completo, clique aqui (arquivo zip - 34,8 MB).

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12 de maio de 2009

Caderno de arranjos da turma de 2007 (UEPA, Santarém)

Este caderno de partituras que publico aqui, é resultado da disciplina "Arranjo e Improvisação", ministrada por mim para a turma de 2007 (5° semestre), do curso de Licenciatura em Música da UEPA, em Santarém, no período de 13 a 24 de abril de 2009.

Caderno de partituras (pdf)

Acompanha o caderno um CD com as gravações dos arranjos, interpretadas pelos próprios alunos, com exceção da flauta doce. São esses os instrumentistas: Bruno Vieira (guitarra), Fábio Cavalcante (flauta doce), José Brindeiro (trompete), José Janderson (violão), Kleberto Corrêa (piano), Luís Acácio (flauta transversal) e Lucenildo Soares "Corona" (percussão). As gravações foram feitas no dia 25 de abril de 2009, no laboratório de música da UEPA, em Santarém. Ouça abaixo, em formato mp3, as faixas do CD:
  1. Teimoso (Alaércio Bonini)
  2. Lundu Marajoara (Anônimo)
  3. Lenda do boto (Wilson Fonseca)
  4. A Face adorada de Jesus (T.L.M.)
  5. Uirapuru (Waldemar Henrique)
Para baixar todas as músicas em um único arquivo zipado, clique aqui.

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28 de fevereiro de 2009

Cinderela

As gravações da Cinderela aqui postadas foram criadas para servir de ambientação sonora da exposição "Fresta", da fotógrafa Lila Bemerguy, que aconteceu em dezembro de 2008 na galeria da FotoAtiva. A exposição foi resultado de um trabalho com as prostitutas da zona do Comércio de Belém, e recebeu apoio da Bolsa de Pesquisa e Experimentação do Instituto de Artes do Pará (IAP). As imagens da instalação foram produzidas pela Lila, pelas prostitutas e por pessoas ligadas ao GEMPAC (Grupos de Mulheres Prostitutas do Estado do Pará), que ao longo do ano passado participaram de oficina de fotografia ministrada pela bolsista.

Cinderela é o nome "de guerra" de Eunice Silva, prostituta da zona do Comércio de Belém, que já se apresentou por diversas vezes como cantora nos lugares onde trabalhou - bares, boates e teatro. O repertório da Cinderela é formado principalmente por boleros clássicos, e foi a "música ambiente" da vernissage de "Frestas".


Cinderela num bar da Riachuelo (foto de Lila Bemerguy)

Logo abaixo estão algumas músicas gravadas pela Cinderela. Os arranjos e execuções instrumentais são todos meus.

Para baixar todas as cinco músicas abaixo em um único arquivo, clique aqui (arquivo zip - 16 MB).

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24 de janeiro de 2009

OSTP e Mestre Cardoso no Teatro da Paz

Aqui está o show que a Orquestra Sinfônica do Teatro da Paz fez em homenagem ao Mestre Cardoso, nos dias 23 e 24 de outubro de 2008. A idéia original foi do maestro Mateus Araujo, regente da OSTP, que conheceu o trabalho do Cardoso através do disco Galo de Campina, produzido por mim em 2005. Inspirado nas músicas do amo de boi de Ourém, Mateus Araujo compôs a "Suíte Brasileira", cujo último movimento tem como tema a melodia da toada "A Prisão de Saddam Hussein". Vale lembrar que essa toada, por sua vez, é baseada na melodia da música "Vem Morena", de Luiz Gonzaga e Zé Dantas. O próprio Cardoso reconhece a apropriação, e ele chama esse processo de "cobrir a música".
A peça "Conto ao redor do fogo - de como Cardoso veio à pé de Parnaíba e de como Ele conseguiu encontrá-lo" é do compositor Valério Fiel da Costa, e foi inspirada na história do percurso feito à pé por Cardoso da sua terra natal até o Estado do Pará, atravessando os sertões e as matas ainda virgens da Amazônia. A peça utiliza sons gravados na parte final, que foram projetados do palco e do teto do teatro. Também na parte final, as luzes do teatro são apagadas lentamente, e os sons acontecem na escuridão.
"Mestre Cardoso Direto" é um pout-pourri de toadas do Cardoso, feito por mim especialmente para esta noite.
A show ainda contou com a participação do próprio Mestre Cardoso, que veio com alguns integrantes do seu boi Ouro Fino e músicos de Ourém: Tarugo, Ina, Caratinga e Guru. Eles cantaram músicas do brinquedo, e se despediram com a toada "Adeus, morena", acompanhados pela OSTP, com arranjo de Mateus Araujo.

Ouça e curta as músicas do show. E para baixar o show completo em um único arquivo, clique aqui (arquivo zip - 36 MB).
  1. Suíte Brasileira (Mateus Araujo) - 1° movimento : Allegro
  2. 2° mov. - Andante
  3. 3° mov. - Com moto
  4. 4° mov. - Allegro
  5. Conto ao redor do fogo: De como Cardoso veio à pé de Parnaíba e como Ele conseguiu encontrá-lo (Valério Fiel da Costa)
  6. Mestre Cardoso Direto (Fábio Cavalcante)
  7. Adeus, morena (Mestre Cardoso)
Logo abaixo está a partitura da minha peça e as instruções da do Valério. Quem tiver interesse na partitura do "Conto ao redor do fogo", pode entrar em contato com o próprio compositor nesta página do myspace.

Mestre Cardoso Direto - (partitura em formato pdf)
Conto ao redor do fogo - (capa e instruções)

As imagens a seguir foram tiradas por Arlindo Matos, Diretor da Rádio Tembés de Ourém, e que nos deu grande apoio pra realização do espetáculo.



1) Aplausos; 2) Mateus, Cardoso e Arlindo; 3) Público

Confira o programa do evento, com o repertório, os nomes dos integrantes da orquestra, e uma breve biografia da OSTP, do regente e do Cardoso. O desenho da capa foi feito por Luciana Leal.

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27 de dezembro de 2008

Curimbó de bolso no Ensaio Aberto (Setembro de 2008)

Liderado pelo compositor, cantor e banjoísta Felix Faccon (ex-Curuperé), o Curimbó de bolso se apresentou no dia 6 de setembro na loja Ná Figueredo, dentro do projeto Ensaio Aberto. O show foi uma prévia do segundo disco do grupo, já gravado pela "Ná Records", e atualmente em fase de mixagem. Para esse projeto, fui convidado a fazer os arranjos dos instrumentos solistas, e toquei flauta doce.

Participaram desta apresentação os músicos Allan Carvalho (coro e violão), Fábio Cavalcante (arranjos e flauta doce), Félix Faccon (voz e banjo), João Paulo (percussão), Maria (coro), Milene Alves (coro), e Rodrigo (percussão).

Ouça a seguir as músicas do show. Para baixar o show completo em um único arquivo, clique aqui (arquivo zip - 40 MB).
  1. Espelho da raiz (04:01)
  2. Tempo para se amar (03:43)
  3. Festa na cidade (03:27)
  4. Comida de caboclo (03:19)
  5. Kuruatá (02:52)
  6. Mutum (02:59)
  7. Tipiti (04:08)
  8. Benzedeira (04:13)
  9. Mutá (05:18)
  10. Paracuri (04:53)
  11. Ave cantadeira (04:16)
  12. Carimbó real (03:19)

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11 de agosto de 2008

Cardoso canta as toadas do boi Ouro Fino para 2008

Aqui estão as toadas que Mestre Cardoso preparou este ano para as brincadeiras do seu boi Ouro Fino, de Ourém (PA). Nessas gravações, Cardoso cantou e tocou o tambor. Em algumas faixas, eu gravei a minha voz para o coro, e usei samples de instrumentos de percussão retirados do disco "Galo de campina" (2005).

Gravei essas músicas no mês de Julho, no período em que estive com Cardoso para defender com ele a música "Não sou Norte-americano" no XXV FMO (veja o vídeo da apresentação no post anterior). A última faixa é, por sinal, o áudio dessa apresentação.
Ouça e curta o som do Mestre. E se quiser baixar todas as faixas em um único arquivo zipado, clique aqui.
A Terra é um planeta / Redonda igual uma bola
Chama-se Globo Terrestre / E gira 24 horas

Mas quando Deus fez o mundo / Homem, mulher e menina
Fez o sol e fez a lua / Que nossa Terra ilumina

Quando eu aprendi a escrever / A letra era um caracol
Mas estudei geografia / A luz da lua vem do sol

Quando eu estou cantando boi / Minhas palavras tão macia
Eu perguntava ao contrário / O que é geografia?

Quando eu estou cantando / Estremece até a serra
Geografia é a descrição / Da superfície da terra

Este mundo é uma mola / Ele mesmo leva e ele mesmo traz
Por causa de teu orgulho / Agora eu não te quero mais

Este mundo é uma mola / Ele vai e ele vem
Por causa de teu orgulho / Agora eu não te quero bem

Esse mundo é uma mola / Jogando pra todo lado
Por causa de teu orgulho / Eu fiquei abandonado

Esse mundo é uma mola / É igual uma balança
Por causa de teu orgulho / Eu me esqueci da tua lembrança

A morena chamou por telefone / Dando o endereço dela
Minha casa é aquela da esquina / E tem um jarro com flores na janela

A morena chamou por telefone / Eu fiz o atendimento
Minha casa é aquela da esquina / É aquele apartamento

A morena chamou por telefone / Ela dizendo assim
Minha casa é aquela da esquina / Na frente tem um jardim

A morena chamou por telefone / Dizendo eu ligo mais
tarde Porque eu sou a Princesa / O meu pai é majestade

Quando o galo canta / O dia amanhece
Urra meu boi nas campina / E a natureza se mexe

(Ei sim, Senhor) Quando eu estou cantando boi
(Ei sim, Senhor) Eu entro dentro do jogo
(Ei sim, Senhor) Na arte da brincadeira
(Ei sim Senhor) É fogo queimando fogo

(Ei sim, Senhor) Eu nasci pra cantar boi
(Ei sim, Senhor) Eu acho que tá exato
(Ei sim, Senhor) No dia que eu amanheço
(Ei sim, Senhor) De chinelo eu faço um sapato

(Ei sim, Senhor) Quando eu chego num terreiro
(Ei sim, Senhor) Meu pensamento controla
(Ei sim, Senhor) Na arte de cantar
(Ei sim, Senhor) Sou eu quem boleia a bola

(Ei sim, Senhor) Ai, se eu fosse um passarinho
(Ei sim, Senhor) Criasse asa e voasse
(Ei sim, Senhor) Ia onde estava meu bem
(Ei sim, Senhor) Quando a saudade apertasse

(Ei sim, Senhor) Mas quando eu tô cantando boi
(Ei sim, Senhor) Que vem o meu pensamento
(Ei sim, Senhor) Jogo toada pra fora
(Ei sim, Senhor) Como estrela no firmamento

(Ei sim, Senhor) O Contrário está pensando
(Ei sim, Senhor) Que eu sirvo de brincadeira
(Ei sim, Senhor) Eu torço braúna velha
(Ei sim, Senhor) Faço facho de arueira

Minha mãe, mamãe eu vou / Amanhã para o Iraque
Meu filho tenha cuidado / Não vá passear de táxi
Que os jornais de Bagdá / Anunciam os ataques

Minha mãe, quero benção / Me diga adeus, que eu já vou
Meu filho tenha cuidado / Siga com nosso Senhor
Mataram Saddam Hussein / E a guerra continuou

Minha mãe quero benção / Quero ouvir as vozes suas
Meu filho tenha cuidado / Não vacile pelas ruas
Mataram Saddam Hussein /E a guerra continua

Minha mãe, quero benção / Não sei se eu volto este ano
Meu filho tenha cuidado / Pra depois não ter engano
Comparar um brasileiro / Com um soldado americano

Eu cantei essa toada / Aqui para o pessoal
Porque eu tenho memória / E tenho meu ideal
Compositei em toada / Conforme passa o jornal

Mas esse ano eu botei boi / Nas praias de São José
Eu chego botando banca / Só se faz o que eu quiser

O que eu mandar fazer, tu faz / O que eu mandar dizer, tu diz
Eu mandar cair, tu cai / Não vai quebrar teu nariz

No ano que eu boto boi / Mas fica tudo diferente
As águas corre pra cima / Água fria fica quente

Mandei dizer pra contrário / Eu formei meu batalhão
Contrário vai morrer de raiva / Pressão alta e coração

Sou eu guerreiro, mas não sou de guerra
Bate na caixa para ver quem é
Eu vou chegando com meu ouro fino, ei, morena
Respeitando homens e mulher

Sou eu guerreiro que cheguei brincando
O Ouro Fino chegou no terreiro
O Ouro Fino que chegou brincando, ei, morena
Com o batalhão brasileiro

Cheguei agora foi no microfone
O Ouro Fino chegou pra brincar
Eu mandei dizer para contrário, ei, morena
No terreiro não pode entrar

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9 de junho de 2008

Verequete Chama!

Na última sexta (6 de junho), no teatro do Centur, aconteceu o show "Verequete Chama", em benefício de Mestre Verequete, que estava internado há vários dias devido a uma pneumonia. A noite contou com a participação dos artistas Paulinho Mururé, Eduardo Dias e Alcyr Guimarães, dos grupos Mandinga da Amazônia, Sabor Marajoara, Sancari e Uirapuru; além da bateria da escola de samba Embaixada da Pedreira, que em 2003 venceu concurso da Prefeitura de Belém, tocando na avenida um samba criado em homenagem ao compositor.

Confira abaixo os momentos do show que ficaram por conta do carimbó pau e corda dos grupos Sancari e Uirapuru - este último formado em 1971, e que foi o grupo que acompanhou Verequete ao longo de sua carreira. O encerramento é ao som da bateria da escola da Pedreira.
Para baixar todas as músicas, clique aqui (arquivo zip - 40 M).

O Show foi organizado por Allan Carvalho, Zezé Costa e Lucélia Costa. Saiba mais sobre ele aqui e aqui.

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2 de junho de 2008

Boi Orube, do Satélite (Belém - PA).

Dia 17 de maio de 2008 estive na Escola Estadual D. Helena Guilhon, no Satélite, convidado pelo Erivelton Araújo, pra gravar a batucada do Boi Orube, formada por crianças e adolescentes. O boi Orube é um projeto criado por moradores do bairro, interessados em montar um boi-bumbá para a quadra junina deste ano.
Eles contaram com o apoio (entre outros) do Instituto Arraial do Pavulagem, que doou um boi e emprestou brinquedos; da Fundação Curro Velho, que ofereceu as oficinas de Canto (com Luizinho Lins), Percussão (Rafael Barros) e dança (Bruna); do Centro Comunitário Satélite, cedendo o espaço para as oficinas; e da Verde Móveis, que doou madeiras para a oficina de construção de instrumentos, com Mestre Ray, de Icoaraci, onde foram confeccionadas barricas, maracás, matracas, ganzás e recos.
O repertório do boi Orube (que em Tupi, significa "aquele que contagia, que traz alegria") têm diversas toadas dos Mestres Cardoso e Faustino, de Ourém. Os Mestre ouremenses já tiveram suas toadas tocadas em vários arrastões do Pavulagem (confira aqui e aqui), e é com grande prazer que eu vejo as suas criações conquistando espaço fora do município de Ourém. As músicas desses amos, cantadas pelos integrantes do Boi Orube, foram registradas originalmente nos três discos que lancei com eles em 2005 e 2006.

Ouça as gravações do Boi Orube nos links abaixo. E baixe todas as músicas em um único arquivo clicando aqui (arquivo zip - 14 MB).

E veja aqui no Youtube um vídeo feito durante a gravação.

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25 de abril de 2008

Caê Caê na Aldeia Tembé - Festa das Moças 2003

Nos dias 24, 25 e 26 de novembro de 2003 fui, acompanhado da Lila e dos meus amigos Arlindo Matos e Marcilene (de Ourém), à aldeia Frasqueira, dos índios Tembé, localizada no município de Santa Luzia do Pará. A festa, que dura uma semana, é um ritual de passagem que comemora a entrada das índias na adolescência, e não era realizada há vários anos. Um barracão construído num canto da aldeia era o local onde cantavam e dançavam o Caê Caê - dança tradicional daquele povo. As músicas falam dos animais da floresta, e apenas maracas são usadas para acompanhar as vozes. A dança é uma roda, que se faz aos pares em volta do centro do barracão. Algumas vezes se dançava do lado de fora, avançando de mãos dadas, formando uma longa barreira.
Aqui estão quatro momentos dos Tembé cantando o Caê-Caê.
Para baixar as músicas acima em um único arquivo, clique aqui (arquivo zip - 25 M).

E logo abaixo, algumas fotos tiradas durante a festa.


1) Dança do Caê Caê; 2) Crianças Tembé; 3) Pintando o corpo; 4) Guaribas e mutuns moqueados.

As pinturas corporais são feitas com óleo de jenipapo, e ficam marcadas no corpo por aproximadamente duas semanas. Não adiante esfregar - não sai. Essas pinturas representam animais como o macaco, a onça e a cobra.

As guaribas e os mutuns ficam vários dias sendo moqueados. Quando estão bem secos, são então pilados e viram uma farinha. Dessa farinha é feito um bolo, que, segundo os costumes do povo Tembé, apenas os adultos podem comer. Então, as moças para as quais a festa está sendo feita, comem o bolo pela primeira vez.

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26 de março de 2008

Áudios - Pai Brasil (Tambor de Mina de Belém do Pará)

Os áudios desse post foram gravados no dia 21 de abril de 2007 quando visitei, com minha amiga Laurenir Peniche, o terreiro de tambor de mina do Pai Brasil, no bairro Jardim Sideral, durante uma homenagem a Ogum.
  1. Cântico de abertura - Eu sou mina telê telê
  2. Ogum
  3. Estava numa peleja
  4. Pout-porri de cânticos
  5. Sete espadas
  6. Manjar
  7. Tava na beira da praia
  8. Tô na virada
  9. Beber
Baixe todas as músicas em um único arquivo, clicando aqui (arquivo zip - 43 MB).
Aqui mesmo no blog tem um outro post que trata dum pequeno vídeo que montei, desse mesmo evento. E veja logo abaixo algumas fotos tiradas no terreiro.


1) Pai Brasil e grupo; 2) Terreiro e quadro do Pai Brasil; 3 e 4) Músicos.
Mais informações sobre o tambor de mina na internet veja aqui.

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28 de fevereiro de 2008

Bois de Ourém Vol. 2

Continuando a publicação dos discos da coleção "Bois de Ourém", que iniciou na postagem anterior, aqui estão reproduzidas as informações do encarte do disco Bois de Ourém Vol. 2.
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Pai-do Campo

Comandado por Faustino Almeida de Oliveira, o boi tem 18 anos de atividades no município de Ourém, quando a família de Mestre Faustino e Dona Miloca (proprietária do boi) se mudaram para o local. Antes disso, o grupo já brincava no Pacuí Claro, localidade do município de Capitão Poço, de onde são originários. Mestre Faustino começou a brincar boi com 10 anos de idade, junto com tios e irmãos, que todo ano montavam o brinquedo. O grupo, que nesses dezoito anos já se chamou “Flor-do-Campo” e “Dominador”, possui 40 integrantes.

Geringonça
O caçula dos bois de Ourém foi montado em 2005, a pedido do vereador Junhão, que chamou o amo Antônio Pereira de Sousa “Tuíte”, para reestruturar o antigo boi “Geringonça”, de Bené Careca, já falecido. Mestre Tuíte já comandou boi na região de Santarém, local de onde veio, e brinca em parceira com o Pai-do-Campo.


Músicos
Tambores: Faustino Almeida de Oliveira, Sales Machado e Artur "Sukita"

Onça, pandeiro, maracá, triângulo: Kayse Ribeiro de Oliveira
Tamanco: Sales Machado
Coro (Pai-do-Campo): Paulina Ribeiro de Oliveira, Salles Machado e André
Coro (Geringonça): Maria Pedro da Silva "Louza", Raimunda "Piticó" e Dioclécia
Faustino Almeida de Oliveira: Voz (Pai do campo)
Antônio Pereira de Sousa "Tuíte": Voz (Geringonça)
Produção, gravação e textos: Fábio Cavalcante
"

Mestres Faustino e Tuíte na matança dos bois Pai-do-Campo e Geringonça. Ourém, Outubro de 2006.

Ouça as músicas do disco Bois de Ourém Vol. 2 a partir dos links abaixo. Para baixar o disco completo, clique aqui (arquivo zip - 42,4 M).

Boi Pai-do-Campo

01. Ô meu senhor São João, venha receber (3:11)
02. Quando eu entrei nessa quadra (2:52)
03. A preservação da natureza (3:02)
04. Meu boi surgiu dos encantos da floresta (4:10)
05. Eu te disse, Contrário (2:06)
06. Passo de ferro (2:19)

Boi Geringonça

07. Doninha, lá vai meu boi (2:04)
08. No alto da capelinha (3:07)
09. Seleção Brasileira (1:56)
10. Povo da terceira idade (2:11)
11. Contrário disse que eu não sei cantar (1:34)
12. Aniversário de Ourém (2:16)

Sobre o lançamento dos discos "Bois de Ourém", Vols. 1 e 2, falam os seguintes recortes:
  • "Feira do Som" de Edgar Augusto - Jornal Diário do Pará, Caderno d, Página 8. Belém, 2 de julho de 2006.
  • "Arrastão de alegria" - Jornal O Liberal, Magazine, página 1. Belém, 2 de julho de 2006.

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27 de fevereiro de 2008

Bois de Ourém Vol.1 (2006)

A coleção Bois de Ourém foi lançada em julho de 2006, em Belém, durante o tradicional Arrastão do Pavulagem. Na época eu apresentava aos sábados o programa "Sala de reboco", na rádio Tembés, de Ourém, onde os amos dos bois haviam participado diversas vezes, e gravado algumas centenas de músicas. Empolgado com a beleza daquelas toadas, que são criadas aos montes por lá, fiz uma seleção de seis músicas de cada um dos quatro grupos do lugar, para produzir os dois discos. O "Bois de Ourém Vol. 1" é com os bois "Flor-do-Campo" (de Mestre Julião - da comunidade do Mocambo) e "Ouro Fino" (de Mestre Cardoso). O Volume 2 traz os bois "Pai-do-Campo" (Mestre Faustino) e "Geringonça" (Mestre Tuíte).

a) Julião em Belém e b) Cardoso gravando

O encarte do disco "Bois de Ourém Vol.1" vinha com uma breve história dos bois, dos amos, e a ficha técnica que reproduzo abaixo:
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Flor-do-Campo
O mais antigo boi de Ourém em atividade é o do Mocambo – localidade quilombola próxima à sede do município. O fundador da brincadeira foi Sebastião dos Santos “Bofiá”, falecido em 1961. Em 64, Julião dos Santos, filho do Bofiá, assumiu o brinquedo e até hoje mantém a tradição. O boi foi vencedor de diversos concursos de Boi-Bumbá realizados na região. O grupo comandado por Julião teve várias denominações, como “Ás de ouro”, “Flor da mocidade”, “Flor da fazenda”, “Mimo dourado” e “Mimo do gado”. O nome “Flor-do-Campo” está registrado há quatro anos.

Ouro Fino
O Ouro Fino surgiu em Ourém, no bairro do Porão, no ano de 1993, junto com a chegada à cidade de seu comandante José Ribamar Cardoso. Nascido na Parnaíba, Piauí, Mestre Cardoso foi amo de boi pela primeira vez, ainda na sua terra natal, aos 14 anos, com o "Dominante". São quase seis décadas colocando o boi pra brincar. Em 2005, Mestre Cardoso gravou seu primeiro disco - "Galo de campina".

Músicos do Flor-do-Campo
Tambores: Luís Carlos Rodrigues "Rato", Zé Ferreira, Zé Francisco, João Batista "Bulica" e Simião.
Pandeiro e voz: Julião dos Santos.
Maracás: Zé Francisco, José Walter dos Santos "Waltinho" e Luís Carlos Rodrigues "Rato"
Triângulo: Fabinho
Onça: Walter dos Santos "Waltinho"
Coro: Zé Francisco, Luìs Carlos Rodrigues "Rato", Zé Ferreira e João Batista "Bulica".


Músicos do Ouro Fino
Elielson "Dodô" Medeiros Conceição: Atabaque, Pandeiro, triângulo e Coro.
Elailson ""tarugo" Medeiros Conceição: Tambor e Coro.
Evanilson "Bran" Medeiros Conceição: Tambor e Coro.
Edenilce "Ina" Medeiros Conceição: Coro.
Elza Nira Medeiros Conceição: Coro.
José Cardoso: Voz e onça.


Produção, gravação e texto: Fábio Cavalcante.
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Você ouve as músicas do disco "Bois de Ourém Vol. 1" a partir dos links abaixo. Para baixar o disco completo, clique aqui (arquivo zip - 43,9 MB). E para baixar as letras das toadas, aqui.

Boi Flor-do-Campo
01. Reunida (3:09)
02. Lá vai (4:10)
03. Eu já cheguei, cantei (2:51)
04. Alevantou, já alevantou (2:26)
05. Chega, Contrário (2:21)
06. Adeus Doninha (1:54


Boi Ouro Fino
07. Dona da casa (2:30)
08. Ouvi sereia cantar (3:03)
09. Contrário, guarda tua coragem (2:28)
10. Sereno não me molhou (2:42)
11. Da roseira nasce a rosa (2:28)
12. À meia-noite a lua saiu (1:53)

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