Olá, meu nome é Fábio Gonçalves Cavalcante. Sou paraense, músico, e moro na cidade de Belém, Capital do Estado, na Amazônia devastada. Seja bem-vindo ao meu blog!
20 de dezembro de 2009
Chico Tripa - Diário de um Palhaço
Chico Tripa, por Cássio Tavernard.
"Chico Tripa - Diário de um Palhaço" é um projeto do Cássio Tavernard contemplado este ano com uma Bolsa de Pesquisa e Criação do IAP. O resultado foi uma vídeo-performance apresentada neste 16 de dezembro na sala de dança do Instituto. O vídeo no final desta postagem foi projetado na apresentação pelo próprio Chico Tripa, interpretado pelo Cássio. Ele está dividido em duas partes, devido à limitação de tempo do YouTube, onde está hospedado. Além disto, algumas cenas foram editadas porque só faziam sentido na apresentação, principalmente nos momentos em que o ator interagia com as animações.
A Direção Musical é minha. Ouça logo abaixo as músicas que compus pro projeto. Pra baixá-las num único arquivo, clique aqui (arquivo zip - 6,4MB).
Contamos com as participações especias do músico Delcley Machado, que tocou guitarra em "Maquiagem" e na cena do trem partindo; e da cantora Andréa Pinheiro com o Conjunto Galo Preto, que interpretam no final do filme "Luz negra", de Nelson Cavaquinho e Amâncio Cardoso. A faixa faz parte do disco "Andréa Pinheiro & Galo Preto", gravado em 2004.
Este vídeo é uma execução do arranjo que fiz pro "Retumbão", gravado no Vol. 5. A música foi toda feita no Reaktor, com samples da voz do Mauri, de um maracá de Mestre Cardoso, e etc.; além de intrumentos sintetizadores. O Reaktor é controlado através dum teclado Oxygen8; e a filmagem foi feita pela Luciana Leal.
Para assistir diretamente no YouTube, clique aqui.
Publiquei na internet o desenho animado "Ovelhas", da "Só H - Produções áudio-visuá", um projeto independente meu e da Luciana Leal.
"Ovelhas" é baseado numa ideia de Inaê Nascimento. O roteiro simples e gracioso, que recebeu adaptações da Luciana Leal, sugere uma explicação para as nuvens do céu. Toda a produção ficou por minha conta (sonoplastia) e da Lu (animação em flash); bem como a direção, feita por nós dois. Veja abaixo o desenho, ou se preferir, diretamente no YouTube.
Uma palavra sobre a Só H:
Eu e Luciana temos um monte de projetos. Com tantas coisas pretendidas, decidimos criar nossa própria produtora independente e tirar as ideias do papel. Mas o tempo foi passando e as resmas de papel aumentando, até que decidimos batizar a produtora para que ela pudesse parecer um pouco mais real.
"Égua, a gente é só papo furado, só bafo, só embromação!", comentamos uma vez. Assim veio o nome "Só H". Continuamos embromando muita coisa, mas o primeiro produto tá no ar. Agora é usar mais papel pra continuar anotando as ideias.
"O Robô Criador" é um curta-metragem que produzimos durante a oficina "Trilha sonora para áudio-visual", realizado pelo Instituto de Artes do Pará (IAP), através do Núcleo de Produção Digital do Pará, e ministrada por mim, em Agosto de 2008.
Sinopse:
O filme conta a história de um bolsista charlatão (interpretado pelo ator Paulo Ricardo) que, em 1955, entrega ao IAP o "Robô Ninja Criador", como resultado da sua Bolsa de Pesquisa. Segundo o próprio bolsista, é "uma obra que faz obras". No entanto, durante a sua apresentação, um assaltante rouba a central de processamento de "dados" do robô, que é então levado para uma sala de reciclagem, a fim lhe darem outro proveito.
"O Robô Criador" foi filmado na noite de 26 de agosto de 2008, dentro das dependências do IAP, durante uma das aulas da Oficina de Trilha Sonora. Veja logo abaixo o filme. E em seguida, a ficha técnica. E se preferir, assista diretamente no YouTube.
Ficha Técnica:
Atores:
André Mardock : Robô Ninja Criador
André Pereira : Carregador do robô
Charles André : Carregador do robô
Fábio Cavalcante : Avaliador
Luciana Leal : Mulher no banheiro
Lucas Escócio : Assaltante
Paulo Ricardo : Bolsista
Trilha Sonora e Efeitos (Criação coletiva dos participantes da oficina "Trilha sonora para áudio-visual") :
André Márcio Mardock
André Pereira Souza
Charles André da Costa e Silva
Emivaldo Ribeiro Feitosa Júnior
Fabrício Coutinho Gaby
Fábio Pereira dos Santos
Leonardo Chermont Rodrigues
Lucas Lourenço Escócio de Faria
Paulo Ricardo Silva do Nascimento
Mestre Cardoso no XXV Festival da Canção Ouremense
No dia 26 de julho, Mestre Cardoso esteve na final do XXV Festival da Canção Ouremense, com a toada "Não sou norte-americano", composta originalmente para ser cantada nas brincadeiras do boi Ouro Fino.
Ganhou o primeiro lugar na categoria "Músicas de Ourém". Ele foi acompanhado por Allan Carvalho (banjo e voz), Elaine Borges e "Ina" (Coro), Fábio Cavalcante (flauta e arranjo), e nas percussões, por André "Mixico", Bruno, Natalino "Caratinga" e Rafael Barros.
O video disponível abaixo (hospedado no YouTube) foi filmado por Arlindo Matos, que, além de ter incentivado Mestre Cardoso na inscrição, deu o título da música.
Confira a letra desta toada de Mestre Cardoso:
Não Sou Norte-Americano (Mestre Cardoso)
Minha mãe, mamãe eu vou
Amanhã para o Iraque
Meu filho tenha cuidado
Não vá passear de táxi
Que os jornais de Bagdá
Anunciam os ataques
Minha mãe, quero benção
Me diga adeus, que eu já vou
Meu filho tenha cuidado
Siga com nosso Senhor
Mataram Saddam Hussein
E a guerra continuou
Minha mãe quero benção
Quero ouvir as vozes suas
Meu filho tenha cuidado
Não vacile pelas ruas
Mataram Saddam Hussein
E a guerra continua
Minha mãe, quero benção
Não sei se eu volto este ano
Meu filho tenha cuidado
Pra depois não ter engano
Comparar um brasileiro
Com um soldado americano
Eu cantei essa toada
Aqui para o pessoal
Porque eu tenho memória
E tenho meu ideal
Compositei em toada
Conforme passa o jornal
Toadas de Mestre Cardoso (amo do boi Ouro Fino, de Ourém) e Mestre Faustino (do boi Pai-do-Campo) estão no repertório do cordão do Peixe-Boi deste ano. Ambos falam da natureza. A "Preservação da natureza", do Pai do Campo, já vem sendo cantada pelo batalhão do Pavulagem desde junho do ano passado (leia aqui). E "Cadê a floresta?" foi feita por Cardoso especialmente pro arrastão do próximo domingo.
Mamãe, cadê a floresta? Nossas vertentes, beleza Os peixes da piracema Não tem mais essa riqueza
Meu filho, o rio Guamá Criou pai, filho e bisnetos Agora só tem o resto Do verde da Natureza
Mamãe, cadê a floresta? O que é que o pássaro come Meu filho, é assim mesmo Do passado fico o nome
Meu filho, o rio Guamá Desmataram as cabeceiras Não tem mais as cachoeiras E quem faz isso é o homem
Este vídeo foi feito durante a apresentação de Cardoso e Faustino na I FEMAE (Feira de Música e Arte Estudantil), promovido pelo Colégio Pe. Ângelo Moretti, dia 29/12/2007, em Ourém. Os mestres são acompanhados por: Allan Carvalho (violão), Edgar Júnior (percussão), Fábio Cavalcante (flauta), Nazareno Silva (percussão) e Rubens Stanislaw (contrabaixo).
O ensaio com Cardoso que aparece no começo foi feito no sítio de Arlindo Matos.
Aproveitando o tema das toadas lançadas pelos mestres, aqui estão imagens de trechos do Guamá onde fazendeiros mandaram derrubar toda a mata ciliar.
Retirada das matas ciliares do rio Guamá (Ourém, PA)
E repare nas imagens a seguir:
1) Trecho do rio com uma margem preservada e outra destruída;
2) Assoreamento - as margens, sem as árvores para servir de apoio, vão caindo no rio e formando ilhas, secando e tornando a navegação impraticável;
3) Assoreamento em frente à cidade de Ourém - a linha preta traçada na foto marca o local onde ficava a margem original. Hoje, no período seco, é possível, na frente da cidade, atravessar o Guamá à pé!
1) margens diferentes; 2) rio secando; 3) assoreamento na frente de Ourém
Segundo os últimos estudos feitos no município, 47% da mata ciliar do rio já foi perdida, reduzindo em até 37% as espécies de peixes nas áreas mais agredidas. A situação continua, lamentavelmente, crescendo sem nenhum controle.
Estão postados no Youtube os vídeos das 4 peças tocadas na apresentação do Artesanato Furioso que aconteceu no Instituto de Ciências da Arte (ICA), dia 23 de setembro de 2007, às 20 horas. Nesta noite contamos com as participações especialíssimas de Alan Fonseca, Allan Carvalho e Cláudio Costa. A filmagem foi feita pelo Fábio Amaral. Mais informações sobre essa noitada: aqui mesmo no blog, no post "Artesanato Furioso no ICA - áudio".
Confiram os vídeos:
01. Poluição sonora (Fábio Cavalcante) Allan Carvalho: Balão Cláudio Costa: Prato, faca e isopor Fábio Cavalcante: Sons gravados Valério Fiel da Costa: Copos e isopor
02. Kensho (Valério Fiel da Costa) Allan Carvalho: Cadeira, roque-roque, percussão, microfone e voz Cláudio Costa: Cadeira, roque-roque, percussão, microfone e voz Valério Fiel da Costa: Cadeira, roque-roque, percussão, microfone e voz
3. Cirurgião (Fábio Cavalcante) Alan Fonseca: Tarraxa de violão Cláudio Costa: Tarraxa de violão e pente. Fábio Cavalcante: Violão, pente e faca Valério Fiel da Costa: Sons gravados
4. Trash plastic (Valério Fiel da Costa / Lilian Campesato) Fábio Cavalcante: Plástico, microfone, lata de cerveja e fita gomada Valério Fiel da Costa: Plástico, copo e papel
Esta foi a segunda noite do espetáculo "Artesanato Furioso no ICA". Mais adiante disponibilizarei os vídeos da primeira noite (22/09), com as peças "Cu cagão", "Silêncios, peixes e assombrações subaquáticas", "Pérola", "Missa" e "Música de microfonia".
Estrela Dalva - Mestre Cardoso e os Bois de Ourém no Círio 2007
A toada Estrela Dalva, de Mestre Cardoso, amo do boi Ouro Fino de Ourém, está no repertório do arrastão que o Arraial do Pavulagem realiza esse sábado de manhã, logo após a chegada da imagem da santa na escadinha do cais do porto. Mestre Cardoso vem à capital junto com outros amos daquele município, e vão mostrar a sua brincadeira na praça dos estivadores, antes da saída do arrastão. E na chegada, na praça do Carmo, Cardoso deve cantar junto com a batalhão a sua toada Estrela Dalva, que foi composta esse ano para o arrastão de Ourém, realizado em maio.
Os bois de Ourém têm vindo regularmente aos arrastões do Pavulgem. Em junho deste ano, participaram Mestre Faustino e Tuíte, e o seus bois Pai-do-Campo e Geringonça; e quanto ao Cardoso, essa é a terceira vez que ele vem.
Este vídeo é uma montagem com duas gravações: a primeira foi feita na casa do Mestre, em Ourém, dia 14 de junho; e a segunda, durante o ensaio do dia 10 de outubro, no Centur, quando Cardoso veio à Belém para ensaiar com o batalhão. A letra da toada é a seguinte:
Estrela Dalva
(Mestre Cardoso)
Eu vi a Estrela Dalva / Que brilhou na primavera
Ela vive em um jarro / Aonde tem flores belas
E entre todas as estrelas / Não tem uma igual a ela
Eu vi a Estrela Dalva / Que brilhou no oceano
Tava na beira da praia / O vento forte soprando
E entre todas as estrelas / Ela é a maior do ano
Hoje eu fui convidado / Pra fazer essa viagem
Convidei meu batalhão / Pra fazer essa montagem
Homenagem ao Malhadinho / E ao Arraial do Pavulagem
Postei no Youtube os vídeos da apresentação do Doristi no Teatro Waldemar Henrique, no dia 15 de fevereiro de 2007, às 24 horas. Esta foi a abertura da "Pauta Maldita", que pretendia acontecer quinzenalmente, à meia-noite, mas que morreu na segunda edição, onde também participei, com o Artesanato Furioso.
No repertório, as músicas Alga Vive, San Ozama, Toada, Kaura-um, Retumbão, Lundu, Abacaba, Augé, Urubu, Ongom ongom, Very cat e Zaparip. Todas do disco Doristi, exceto Urubu, parceria minha com o Allan Carvalho, e uma homenagem ao Waldemar Henrique, que no dia da apresentação faria 102 anos de idade. Very cat também é outra homenagem, ao Verequete.
Contei com as participações especialíssimas dos músicos Allan Carvalho (banjo e voz), Edgar Jr (percussão), Rafael Barros (percussão) e Renato Torres (violão, guitarra e voz), e também dos dançarinos Aninha, Lorena, Maurício e Max. A filmagem foi feita pelo Josemar.
Clique sobre os títulos abaixo para ver os vídeos.
Derrubada dos mastros de São João, no último arrastão junino do boi Pavulagem. Gravado no dia 1° de julho de 2007, na Praça da República, na chegada do cortejo. Foi muito pai dégua! Agora é esperar o Círio, pra arrastar na Cidade Velha!
Este vídeo pode ser visto também diretamente na página do Youtube (aqui).
Caminhada por dentro do batalhão do Pavulagem, gravada no arrastão do dia 24/06/2007. O Vídeo mostra três momentos: a saída (no início da Av. Presidente Vargas); o meio da caminhada na mesma avenida; e a chegada na Praça da República, em frente aos mastros de São João. Reparem no talento do Rafael, o regente da galera do batuque, que esse ano aprendeu a andar de perna de pau, pra ser visto melhor por todos; e no arranjo pra finalização, que finalmente deu certo neste domingo! rs
Participou também deste arrastão o boi Pai-do-Campo, comandado por Mestre Faustino, de Ourém. Rolou uma roda de boi com ele lá na escadinha, antes da saída do cortejo,
Mascarados
Tuíte cantando
Boi na roda
Catirina
Chapéus dos Mestres
Batalhão
e depois do arrastão, Faustino e Tuíte deram uma "canja" no palco montado para o show do Pavulagem. A praça estava novamente lotada!
Mestre Tuíte, além de acompanhar Faustino nas brincadeiras, é também amo do boi Geringonça, também de Ourém. Confiram essa toada que o Tuíte levou - "Eu mandei fazer meu boi":
"Eu mandei fazer meu boi
Na ilha de Marajó
Dou laço na fita verde
Pá prender raio do sol"
O Boi Pavulagem completou 20 anos domingo, 10 de junho. Muita onda no aniversário! Arrastão pelas ruas, show com a praça lotada (falam em aproximadamente 10 mil pessoas!), apresentação à noite no Gasômetro, com dezenas de batuqueiros, dançarinos e sopros invadindo o teatro no final, carregando até um bolo com vela de 20 anos!!
Tenho gravado os arrastões do Pavulagem (peixe-boi, quadra junina e círio) há vários anos, primeiro devido à importância que dou ao brinquedo, que pelo tamanho que tomou, pela organização, pelas toadas lindas; é único na cidade; e depois porque gosto pra caralho daquela farra. Caminhar ao lado do batalhão sentindo o baque dos tambores; ver as cores - dos chapéus, do couro dos bois, das bandeiras, fitas; enfim, pra mim essa é uma das vantagens que Belém ainda tem (e que as tem cada vez menos!).
Este ano tive a oportunidade de estar mais perto da brincadeira, graças a um convite do Ronaldo Silva pra comandar, junto com o Allan PC, os ensaios de canto do batalhão. Um mês de ensaio (maio), e agora um mês de arrastões pela frente. Aproveitei e fiz registros de vários momentos, que vou postando aos poucos aqui no blog.
Este vídeo mostra o batalhão ao som da música "Da Roseira Nasce a Rosa", de Mestre Cardoso, amo do Boi Ouro Fino, da cidade de Ourém (PA), e que entrou no repertório do arrastão esse ano. A letra diz:
"Da roseira nasce a rosa / Do amor nasce a amizade
Quem se ama não esquece / Quem se lembra tem saudade
Da roseira nasce a rosa / E dela nasce o perfume
Mas o amor é feliz / Quando ele não tem ciúme
O amor é uma semente / Ele vem do coração
Aonde tem o ciúme / Só dá muita confusão"
Festa a Ogum no Terreiro de Pai Brasil (Vídeo) - Tambor de mina.
Esse vídeo foi feito com imagens tiradas de uma visita ao terreiro de tambor de mina do Pai Brasil na noite de 21 de abril de 2007. Na ocasião rolou uma festa em homenagem a Ogum, pra quem a galera canta no final um "Parabéns". O Terreiro de Pai Brasil fica no conj. Jardim Sideral, na perifeira de Belém.
Se preferir, você pode ver o vídeo diretamente no YouTube. E pra baixá-lo com boa resolução (para gravar em dvd, p.ex.), use este link: Mpeg de 8000kb (arquivo de 245Mb).
Dia 22 de março os estudantes de Belém fizeram uma manifestação cobrando investigação de várias denúncias que tem surgido na mídia contra o Prefeito Duciomar Costa. Ainda nesse mesmo dia fiz este pequeno vídeo mostrando cenas da manifestação, e queria ter postado ele em cima do lance, mas a conexão "banda lerda" aqui de casa não permitiu. Só agora, graças à uma amiga que emprestou a banda larga, consegui publicar o vídeo na internet. Ele está no you tube. A qualidade da imagem lá não é grande coisa, e se vocês quiserem o vídeo com uma boa resolução, dá pra baixá-lo aqui (arquivo Mpeg-4, de 228Mb).
Só ficou faltando a água e o sabão pra fazer uma certa 'lavagem' anunciada, e que infelizmente não rolou. Também havia uma amedrontadora tropa de choque ocupando parte da calçada; mas em compensação, teve (como vocês vão ver) corinho do tipo: "O Movimento Estudantil / E o Duciomar vá pra puta que pariu!".
Nesta apresentação tocaram os músicos Alan Fonseca (sopros), Allan Carvalho (cordas), Cláudio Costa (percussões), Fábio Cavalcante (sons gravados), Renato Torres (voz) e Valério Fiel (sintetizador).
O porão estava escuro e havia uma luminária e um microfone para cada intérprete, com exceção do Valério que, ao invés de um microfone, tinha um sintetizador ligado no direct box. Para seguir a própria partitura, cada um usava um cronômetro - isso garantia também uma melhor independência de cada execução em relação às demais. E isso era importante: cada intérprete devia se manter indiferente aos outros, sem por exemplo, "encaixar" nos pulsos alheios. Ao mesmo tempo, certos sincronismos já estabelecidos pela partitura se tornavam inevitáveis com o uso do cronômetro - silêncios recorrentes em espaço de meia hora por exemplo, e os ataques simultâneos da voz (Renato Torres) e do sopro (Alan Fonseca), na primeira hora da peça (o primeiro módulo dos dois era: "1 hora tocando a mesma figura a cada 1 minuto").
Na primeira metade da apresentação ficamos só os músicos no porão (e o pessoal da técnica, claro), sendo que o resultado sonoro era enviado lá pra cima do teatro, onde o público apenas ouvia nas caixas de som o que tocávamos.
O próprio Valério me falou sobre essa idéia - "Pensei em pôr caixas porrada no teatro em cima e tocar embaixo. Depois de 1 hora de música aparentemente fixa em suporte, alguém conduziria as pessoas para o porão (...). O coração do satori pulsando no subsolo se torna aparente. Lá embaixo, apenas (...) luminárias, uma formação compacta de microfones e (...) caixas meio distantes. As pessoas sobreviventes da primeira parte se acomodariam no chão sentadas em almofadas. Lá em cima as caixas continuam a toda."
A filmagem não foi completa, a bateria da câmera acabou com pouco mais de uma hora de gravação. Pelo menos conseguimos fazer um registro em vídeo do Artesanato Furioso. Das 4 edições anteriores só tenho fotos - nem áudio! Para os que assitirem, notem na parte 6 a entrada do público já uma hora depois. Segundo informações da coordenação do teatro, 70 pessoas foram ao Artesanato Furioso àquela noite, mas, à uma da manhã, quando o porão foi aberto, acho que umas 20, 25 pessoas ainda "sobreviviam".
A filmagem ficou nas mãos de Tânia Neiva, que também nos ajudou na maquiagem. O cenário ficou com o Aldo Paz e a iluminação por conta de Eddie Pereira.
A partir dos links abaixo, você pode baixar os vídeos com uma qualidade melhor do que no youtube.
1. SATORI - Parte 1 - 12:04 - DivX (231 MB)
2. SATORI - Parte 2 - 10:51 - DivX (152 MB)
3. SATORI - Parte 3 - 11:00 - DivX (145 MB)
4. SATORI - Parte 4 - 10:00 - DivX (175 MB)
5. SATORI - Parte 5 - 07:59 - DivX (172 MB)
6. SATORI - Parte 6 - 04:43 - DivX (36 MB)
7. SATORI - Parte 7 - 03:49 - DivX (89 MB)